Os passos do BPO
Fonte: Call Center -
30/04/2009
Os vários passos da terceirização dos processos de negócios foram abordados
durante o terceiro painel da Conference ClienteSA BPO, realizada ontem
(29/04),em São Paulo. Desde os cuidados iniciais, quando se identifica os
problemas internos, passando por dicas de como fazer da operação um case
de sucesso, chegando a exemplos consolidados, o painel revelou o BPO de
maneira completa. Os processos que devem preceder o BPO foi o tema
abordado por Marco Leme, pratice manager de excelência operacional da
Altran CIS do Brasil. De acordo como o executivo, conhecer bem os
processos
antes de terceirizá-los é um ponto fundamental para evitar que o
desconhecimento de problemas internos antigos cause dificuldades futuras à
empresa contratada e ao processo. "O problema dos terceirizados pode vir
dos problemas internos. Resolva-os primeiro para potencializar o BPO",
aconselhou Leme, que citou o caso da Altran, que investe no diagnóstico das
oportunidades para otimizar e reduzir custos. Para esquentar o debate,
Eduardo Souza Aranha, presidente da Souza Aranha, questionou os
palestrantes sobre até que ponto é vantajoso para as empresas fazer BPO
e como lidar com as estruturas de poder interno das empresas. "Não somos mais terceiros, mas parceiros", brincou Sérgio Souza,
diretor geral da Interfile. O trocadilho reflete a nova posição das empresas
prestadoras de serviços, muito diferente do que se via nos anos 70, quando
a
terceirização se resumia a serviços simples (como motoristas e faxineiras).
Somente a partir dos anos 90 é que as empresas passaram a delegar tarefas
mais importantes e a se focar no core business. "Os empresários devem
focar
suas atividades na sua marca e no desenvolvimento de novos
produtos para os clientes", afirmou Souza. E aconselha, "se você não
tiver tempo para visitar
clientes pelo menos uma vez ao mês,
terceirize. Pois está gastando muito
tempo com problemas internos
e deixando
de fazer negócios". Para Souza,
o BPO não deve ser visto
como um risco, pois possibilita maior controle. "Evita
aqueles
jeitinhos que a gente dá quando tem tudo sob nosso controle",
disse.
Para isso, porém, é essencial que haja um alinhamento
entre a terceirizada e funcionários da empresa.
O diretor geral da
Interfile também deu uma dica
para
a decisão de se
implantar um
BPO: ele deve ser feito quando
o lucro
líquido
está bom e não o
contrário, pois a terceirizada não irá resolver isso. "Não existe um
modelo
ideal de negócio para as empresas, a premissa básica
deve ser
escutar o
cliente e entender o mercado, guardando
na manga sempre
um
plano B, para possíveis ações e reações do mercado",
afirma Alexandra
Telles,
executiva
da área comercial de pequenas e médias empresas da Sodexo,
ao
apresentar
um case de sucesso. De acordo com ela, é preciso focar não
somente em BPO,
mas também nos pequenos detalhes
práticos. "Ficamos
presos a grandes
questões e esquecemos que os clientes
também se
satisfazem com coisas
simples que facilitem a vida", completou.
Ao falar de
seu case de sucesso,
GMAC processos e documentos de crédito, Marcello
Carvalho, supervisor de
crédito do Banco GMAC, contou que usou os índices
de satisfação como ponte
para a tomada de decisões. "É preciso criar
ações estratégicas para driblar os
riscos e tocar os projetos, também é importante atentar principalmente quanto
ao alinhamento dos processos e a
equipe comercial. Trabalhamos em conjunto,
como uma família", disse.
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