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Mercado


:: Setor de consórcios espera crescimento de 10% para este ano

Presidente da Abac está otimista com o cenário pós-crise e as novas regras estabelecidas em 2009

O setor de consórcios fechou o último ano com um aumento de 10,9% no total de novas adesões. Os números refletem um cenário favorável com o fim da crise financeira e a determinação de novas regras, como a possibilidade de utilização do FGTS para imóveis e a liberação para o setor de serviços. Paulo Rossi, presidente-executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), falou com exclusividade para o Interfile News sobre as expectativas do setor.

IN – A que atribui o grande crescimento que os consórcios tiveram no último ano?
Paulo Rossi – Passada a insegurança gerada pela crise, podemos perceber que o consumidor está mais consciente de seus gastos, e isso se reflete no sistema de consórcios, que une poupança programada e investimento. Assim, caso não tenha pressa em adquirir o bem ou o serviço, ele pode aproveitar a ausência de juros, a facilidade de crédito, o prazo mais longo e a flexibilidade dos consórcios.

IN – O que mudou com a liberação do uso do FGTS para o consórcio de imóveis?
Paulo Rossi – Antes da aprovação da lei de outubro de 2009, o consumidor podia usar o FGTS em lances ou para complementar o valor da carta de crédito quando contemplado. Com a mudança, pode ser usado para amortizar ou liquidar o saldo devedor e ainda para pagar as prestações. As vantagens para o consumidor só aumentaram, e esperamos uma grande elevação nos consórcios de imóveis em 2010.

IN – Além dos imóveis, os outros tipos de consórcios também estarão em alta?
Paulo Rossi – Com certeza. Estamos esperando um crescimento na ordem de 10% para 2010. Os veículos leves e motos estiveram entre os campeões do ano passado, e esperamos que essa tendência continue, assim como o segmento de pesados.

IN – Em 2009, as administradoras passaram a oferecer consórcios para o setor de serviços. Qual foi o impacto dessa mudança?
Paulo Rossi – Já temos 22 administradoras atuando nesse segmento, que é uma das nossas maiores expectativas para 2010. Na prática, pode-se obter consórcio para qualquer serviço atualmente, de tratamentos estéticos a festas de casamento, de viagens turísticas a educação. O consumidor pode escolher o fornecedor, e a vantagem é que pode optar pelo serviço que lhe convier no momento de sua contemplação.

IN – Em resumo, que facilidades o consórcio apresenta para o consumidor na hora da contratação?
Paulo Rossi – O nível de exigência burocrática é menor que nas financeiras, por exemplo. Mesmo assim, tem que haver comprovação de renda, pois os inadimplentes podem prejudicar o grupo todo. Temos duas categorias de consorciados: o não contemplado é um poupador e o contemplado é um devedor. Assim, na contemplação, é necessário que o consumidor dê provas de que poderá continuar pagando o consórcio.